Melhor que caminhar vazio

O tempo passa, mas as folhas varridas no outono voltam a cair.
E isso acontece tão certo como o dia sucede a noite.
Nesse meio-tempo, em que o tempo passa e eu tento acompanhar, fico presa entre três mundos:
O mundo que funciona num fluxo infinito, o mundo que vivo, e o que eu gostaria de viver.
As vezes ele se fundem num só, e eu aprecio, mas quando eles se separam, cada um vai embora levando uma parte de mim.
E quem sou eu dessas três partes? todas ou nenhuma? Talvez apenas uma.
Me sinto incompleta, me sinto sendo apenas parte de mim mesma.
Por ora sinto dor, em outra alegrias, mas quase constantemente melancolia em demasia.
Penso sentir sempre melancolia quando estou melancólica, e quando estou feliz não consigo encontrar nenhuma rastro de tristeza escondido em mim.
E essa intensidade de sentimentos que escondem uns aos outros me deixam sem rumo.
Quando sinto algo, sou apenas daquilo e nada mais.
Vou seguindo os passos que não deixam marcas, e por esses caminhos vou tentando me encontrar, vou tentando não me decepcionar (comigo mesma) vou "fingindo ser o que eu já sou" ou então tentando encontrar o que há de mim que ainda desconheço.
Vou tentando externar os meus multi-ângulos, e esperando que outras pessoas compreendam que nem sempre consigo mostrar o melhor de mim.
Que não me julguem muito facilmente, e que tentem ver um pouco além do óbvio...
(Vou não sei pra onde, tentando não sei o quê, esperando num sei que coisa. entendam assim.)

1 Comments:
Esse texto foi muito interessante. Gostei da parte dos 3 mundos que você citou, concordo plenamente.
"Quando sinto algo, sou apenas daquilo e nada mais."
Isso foi lindo.
:*
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