Saturday, March 31, 2007

Gran Finale


O que a gente espera, não vem.
O que a gente espera que não vai vir, vem.
A gente finge que se surpreende, mas a certeza permanece - a certeza da incerteza.
E essa certeza tão incerta nos mostra dia à dia, que só acontece o que nós não esperamos e do jeito que não queremos.
Mas até isso já é previsível, mas só paramos pra pensar depois.
Acho que fingimos um pouco que não sabemos o que acontecerá, só pra manter a graça da vida.
E quando queremos dar uma de espertinhos e adivinhar, a vida nos dá uma rasteira.
Para nos mostrar que não sabemos de nada, promover seu próprio espetáculo e dizer: aqui que manda sou eu.
Afinal, faz parte do show: O gran finale.
E ele tem de ser inesperado.




Tuesday, March 27, 2007

Já disse que sou sozinha. Ah, que maçada quererem que eu seja da companhia!

Estou deprimida hoje ok?
ok.
Talvez meus motivos sejam banais, talvez não.
Isso não mudará o facto, então deixarei esses questionamentos de lado.
Eu odeio me sentir assim. Tá certo, eu sei que ninguém gosta.
Bem, os góticos e emos talvez.
Ok, comentário inútil.

ah, quero esfregar meu cerebelo na brita, tô sem paciência, tchau.

Depois deixarei umas dicas: como evitar frustrações em 10 lições.

Virei uma escritora de livro de auto-ajuda decadente.

Na verdade, eu já morri e não sei. Desconfio.

Vou praticar umas técnicas de desvio de dor.

Ok, quando eu me sinto deprimida, eu fico louca mesmo, fico dando altas viajadas, e etc. quem me conhece sabe. Quer dizer, poucas pessoas sabem disso, na verdade, acho que só uma sabe.

(Camila abrindo seu coração, só pra você querido leitor.)

Muita conspiração e paranóia.





Orkut tá dominando tudo, até minha mente.
Comunidades de orkut lifestyle, uma nova maneira de definir seus sentimentos.


Beijosmematem.

Friday, March 23, 2007

Navegando.

Luzes ultrapassam a janela, mas não acordo.
Hoje posso mais.
Um passarinho bate na minha janela, quicando no vidro, mas hoje não estou pra ele.
Ele terá de esperar.
Um pouco mais tarde, ponho os pés no chão, ponho sem perceber.
Acordo ao ouvir música fantástica, ocorre-me a dúvida de ter acordado realmente.
Chamo o meu mensageiro, pergunto-lhe quais mensagens me traz das pessoas queridas.
Mas ele me informa que não há nenhuma, minhas pessoas queridas sairam para ver o mar.
Eu terei de esperar.
Encontro quem eu esperava, me esperando pra caminhar.
Mas não lhe darei mais as minhas mãos.
Prefiro ficar olhando as cousas sozinha.
E assim vai-se embora quem eu tanto esperei, e eu sinto alívio, não sinto tristeza.
Retorno ao meu quarto, e vou escrever.
Escrevo sobre as coisas da vida, escrevo sobre o que ninguém quer ler.
E assim me amo um pouco mais.
Penso sobre como bater as asas sabendo que se tem apenas vinte e quatro horas de vida.
Penso se isso causa força ou agonia.
Se pular pode mesmo ser pior do que ficar parado imaginando como seria.
(embora, em inegável segurança).
-
Hoje me sinto leve, me sinto bem.
E não devo orar pra que amanhã também o seja, tenho de aproveitar enquanto é.
Isso, sem perceber, já o torna melhor.
Querer de verdade, já torna parte de tudo realidade.
Não se deve negar nada a si mesmo.
-
Hoje eu só quero ser minha, minha e sua.
Hoje quero ser um pouco de paz, e um pouco de caos.
"só aquele que ainda possui o caos dentro de si pode gerar uma estrela que dança"
Quero um pouco de amor, e um pouco de razão e de loucura.
"há sempre seu quê de loucura no amor, mas há sempre seu quê de razão na loucura".
-
Navego nas águas sem fim, e ponho as mãos do lado de fora do barco.
Fico apenas sentindo a correnteza por entre os dedos, e é tão suave.

Sunday, March 18, 2007

Slowly breaking through the daylight

Ontem fui um dia muito bom, embora que cansativo.
Interessante pelas companhias, as já conhecidas e as não conhecidas até então.
Mas algo me deixou pensante, é aquela velha questão de reagentes.
E sempre tem algumas coisas que a gente não consegue entender, umas se discutem embora não dê em nada, apenas pelo prazer de expor e debater idéias.
Mas também existem outras coisas que não se pode debater, e você continua sem entender...
E ainda existe também os que pensam que entendem, mas na verdade, não se sabe de nada.
É por isso que eu sou a favor de tentar entender apenas a si próprio, o resto só dá dor de cabeça...

(abraços especiais para todas as pessoas de ontem.)

Friday, March 16, 2007

Chuva



eu amo chuva.
eu amo quando chove bem muito.
eu me sinto disposta e feliz.
eu me sinto completa, sinto que a chuva faz carinhos em mim.
eu escrevo poeminhas e fico em baixo das cobertas.
eu cometo pequenas loucurinhas e fico impune.
Eu ouço as músicas mais bonitas, e elas estão tocando só pra mim, só pra mim.
eu sinto amor, sinto, sinto, até doer, e essa dor não me faz mal.
sinto teu amor bem longe, e não me sinto triste por isso.
eu tenho amor, podia não ter amor nenhum.
eu caminho leve com os pés no horizonte (a linha do horizonte me distrai...), eu caminho leve sem pés no chão.
Pois eu não dou passo nenhum, hoje eu posso só ficar quietinha observando as nuvens e os bichinhos que procuram abrigo nos buracos e fendas por trás dos corações que tem muros.
Quem tem pressa é o tempo, é a vida, eu não tenho pressa nenhuma.
Eu tenho toda a eternidade, eu posso ter, só preciso de amor para isso, nada mais.
Todo tempo é muito pouco, se eu posso simplesmente pensar.
Se eu posso ir pra dentro de mim, se eu posso mergulhar nesse abismo escondido e nem querer voltar.
Não me tire essa liberdade, não me tire o que faz bem, não me acorde, porque embora pareça eu não estou dormindo, eu estou aqui, só estou longe de você, tão longe que você pensa que meus olhos se fecharam, mas eles estão te olhando o tempo todo.




Tuesday, March 13, 2007

Pequenas frustrações

É muito frustrante quando você tem responsabilidades e não consegue cumpri-las.
Ando sem conseguir estudar porque ando sem cabeça pra isso, e embora eu saiba que tenho que estudar, minhas tentativas são em vão.
Não adianta forçar a natureza, eu penso que é assim: não consegue estudar não estuda e pronto.
Mas o meu senso de responsabilidade agora é maior que qualquer coisa, e embora eu não consiga, me sinto frustrada e ponto.
E ainda assim de nada adianta, permaneço aqui estática, mas não vale mesmo a pena não, levantar e ver. (8)



(Ps.: que vontade de gritar, que vontade de jogar tudo pro alto e fugir!)

Sunday, March 11, 2007

Todo fim faz-me clarear

É sempre difícil deixar algo para trás.
Mas é melhor assim.
Me deixa triste de verdade, mas não adianta querer um sentimento ou uma pessoa que não existe mais, nem eu sou mais a mesma, e sei disso. Não sinto mais tua falta, não fico feliz ao te ver, não sinto mais o que sentia antes, o tipo de pessoa comum que você se tornou, tão medíocre e igual a um outro milhão de alguéns, fez o meu sentimento também tornar-se comum, igual ao que sinto por qualquer outro desconhecido.

"Você é o mais comum do seu mundo tão feliz
Você entende só o que lhe convém
Não sou complicada entender(...)
Ir de encontro ao pior de você, não era justo não."

Friday, March 09, 2007

O último apaga a luz

Que saudade que eu tenho dos tempos que eu olhava nos teus olhos e via luz.
O que se pode fazer? nada.
Só esperar as coisas seguirem seu rumo tão previsível, e por favor, o último apaga a luz.

"Pelas esquinas que eu andei, nenhuma delas te encontrar..."

Aonde você foi? volte a ser um alguém pra mim.

Thursday, March 08, 2007

Merci Virginia.


Minha incorrigível melancolia impede-me de ir.
Inúmeras perplexidades me anuviam.
Eu vejo todos os seres como imagens com contornos imprecisos.
Preciso de alguém cuja mente caia como um machado sobre o bloco de madeira; que julgue sublime o cúmulo do absurdo e adorável o laço do cordão de um sapato.
Tudo metodicamente organizado para evitar que nos sintamos sozinhos.
(...) subitamente baixou sobre mim o obscuro, místico sentimento de adoração, de perfeição que triunfa sobre o caos.
(...) quero solidão onde possa desdobrar em paz tudo que possuo.
Assim, aos poucos afastarei essa coisa dura que cresceu em meu coração. Aqui, porém, as sinetas não cessam de tocar, os pés se arrastam perpetuamente.
Nestas paredes estão inscritos os nomes de guerreiros, estadistas, alguns poetas infelizes (o meu estará entre estes.
Vejo pássaros selvagens, e instintos mais selvagens que os mais selvagens pássaros erguem-se do meu selvagem coração.
Também eu sou por demais complexa. No meu caso algo sempre flutua, desvinculado de tudo.


Agradeço-a por ter existido, e fazer eu não me sentir alguém tão só.

Tuesday, March 06, 2007

Com sentido ou sem?


Freqüentemente ouço coisas do tipo, "isso não faz sentido".
Pergunto-me: O que seria fazer sentido?
Se fazes algo que para outrem não faz sentido, mas para você faz, então tem sentido, não tem?
As pessoas adoram atribuir colocações ao que não entendem, se você não entende algo então diz: "Não faz sentido". Isso me enerva.
Se você não entende algo, é problema seu. Se você faz coisas para que façam sentido para outras pessoas, é problema seu também. Mas quando tudo que você faz vem diretamente de dentro de você mesmo, sem análises, é certo de que nem todos entenderão, porque nem todos possuem liberdade de pensamento.
Quando vejo algo que as pessoas julgam louco, ou sem sentido, para alcançar uma melhor compreensão, me coloco de imediato no lugar da pessoa que produziu a ação ou pensamento.
E tudo se torna tão mais claro!
O que faz do mundo tão dividido, são as grades e paredes de tijolo e concreto que cada um cria na sua própria mente.
E parece que as paredes estão ficando cada vez mais comprimidas, a "modernidade" criou uma falsa ilusão de liberdade.



Tem horas que bate um desespero, porque eu não nasci em 1900? PORQUEEE?
Eu teria sido uma vanguardista das boas.
Mas nunca é tarde para um renascimento de movimentos, revoluções e manifestos. ou é?
Eu não gosto da idéia de pôr a culpa do mundo estar do jeito que está em ninguém, é injusto botar a culpa nos líderes de estado, presidentes e etc, se mais culpados são aqueles que os colocaram no poder, se mais culpado é quem fica sentado vendo tudo acontecer. Você é o mundo, então você é culpado, por fazer algo de errado, ou não fazer nada, a culpa é a mesma.

“Do seio da terrível miséria física e moral deste tempo, espera-se, sem desesperar ainda que energias rebeldes a toda a domesticação retomem pela base a tarefa da emancipação humana!”

André Breton.